Animais da Amazônia: Conheça as Espécies Mais Icônicas da Floresta

Animais da Amazônia: Conheça as Espécies Mais Icônicas da Floresta


A Amazônia: O Berço da Biodiversidade Mundial

A Floresta Amazônica é um dos ecossistemas mais ricos e diversificados do planeta. Com uma extensão de aproximadamente 5,5 milhões de km², ela abriga cerca de 10% das espécies conhecidas do mundo, muitas delas encontradas apenas nessa região.

A Amazônia é um dos ecossistemas mais ricos e diversos do planeta, abrigando milhares de espécies animais, muitas das quais ainda nem foram catalogadas pela ciência. Essa imensa floresta tropical desempenha um papel fundamental na regulação do clima global e na manutenção da biodiversidade. Entre os incontáveis seres vivos que ali habitam, alguns se destacam por sua beleza, imponência e importância para o equilíbrio ambiental. Vamos conhecer 20 dos mais icônicos animais que habitam esse bioma fascinante:

 

Boto-cor-de-rosa
Boto-cor-de-rosa

📷 Foto: Wikipédia por Oceancetaceen, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Boto cor-de-rosa

(Inia geoffrensis)

O boto-cor-de-rosa é um dos animais mais icônicos da Amazônia. Vivendo nos rios da bacia amazônica, ele se destaca por sua coloração rosada, que pode variar de acordo com a idade e a temperatura da água. Diferente dos golfinhos marinhos, ele possui um bico longo e flexível, adaptado para caçar peixes, crustáceos e pequenos anfíbios em águas turvas. Além disso, tem uma visão limitada, mas usa a ecolocalização para se orientar. Na cultura amazônica, lendas dizem que ele se transforma em um homem encantador durante a noite.

 

Onça-pintada
Onça-pintada

📷 Foto: Wikipédia por Charles J. Sharp, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Onça-pintada

(Panthera onca)

A onça-pintada é o maior felino das Américas e um dos predadores de topo da Amazônia. Seu corpo musculoso e mandíbulas poderosas permitem que cace presas como capivaras, jacarés e até grandes cobras. Diferente de outros felinos, ela gosta de água e nada com facilidade. Sua pelagem amarelada com manchas negras a camufla na floresta densa. A onça exerce um papel crucial no equilíbrio ecológico, controlando populações de outros animais. Infelizmente, está ameaçada pela perda de habitat e caça ilegal. Na cultura indígena, é símbolo de força e poder.

 

Jacaré-açu
Jacaré-açu

📷 Foto: Wikipédia por Rigelus, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Jacaré-açu

Nome científico: Melanosuchus niger

O jacaré-açu é o maior réptil da Amazônia, podendo ultrapassar 5 metros de comprimento. Ele habita rios, lagos e áreas alagadas, sendo um predador de topo no ecossistema. Sua alimentação inclui peixes, aves, mamíferos e até outros répteis. Com mandíbulas extremamente fortes, captura presas com um ataque rápido e poderoso. Diferente de outros jacarés, os adultos possuem coloração escura, ajudando na camuflagem. Apesar de sua força, sofreu com a caça predatória por sua pele, mas hoje sua população está se recuperando. Seu papel é essencial no controle de espécies na cadeia alimentar amazônica.

 



 

Arara-azul
Arara-azul

📷 Foto: Wikipédia por Leonardo Ramos, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Arara-azul

Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus

A arara-azul é uma das aves mais impressionantes da Amazônia, conhecida por suas penas de um azul intenso e bico forte e curvado. Ela habita florestas tropicais e cerrados, preferindo áreas com palmeiras, como o buriti e o babaçu, cujos frutos são sua principal fonte de alimento. Vive em casais ou pequenos grupos e é extremamente inteligente, capaz de aprender e se comunicar por vocalizações variadas. Infelizmente, está ameaçada devido ao tráfico ilegal e à destruição do habitat. Projetos de conservação têm ajudado na recuperação da espécie, protegendo seu ambiente natural.

 

Tucano-toco
Tucano-toco

📷 Foto: Wikipédia por Bernard DUPONT, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Tucano-toco

Nome científico: Ramphastos toco

O tucano-toco é o maior e mais conhecido dos tucanos, facilmente identificado por seu enorme bico alaranjado, que, apesar do tamanho, é leve e ajuda a regular sua temperatura corporal. Habita florestas tropicais, cerrados e até áreas urbanas, adaptando-se bem a diferentes ambientes. Alimenta-se de frutas, insetos e até pequenos vertebrados. Suas cores vibrantes o tornam um dos símbolos da fauna brasileira. Além de exímio voador, usa o bico para alcançar frutos em galhos finos. Sua vocalização é forte e serve para comunicação entre o grupo. Apesar das ameaças ambientais, ainda possui uma população estável.

 

Anaconda
Anaconda

📷 Foto: Wikipédia por Rufus46, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Anaconda

Nome científico: Eunectes murinus

A anaconda, também conhecida como sucuri-verde, é a maior e mais pesada serpente do mundo, podendo ultrapassar 8 metros de comprimento. Habita rios, lagos e pântanos da Amazônia, sendo uma exímia nadadora. Apesar do tamanho impressionante, não é venenosa; captura suas presas, como capivaras, jacarés e peixes, por constrição, apertando até sufocar. Normalmente, é solitária e ativa principalmente à noite. As fêmeas são maiores que os machos e podem dar à luz dezenas de filhotes de uma só vez. No folclore amazônico, a anaconda é cercada de lendas, sendo considerada um espírito protetor dos rios.

 



 

Piranha-vermelha
Piranha-vermelha

📷 Foto: Wikipédia por Own work, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Piranha Vermelha

Nome científico: Pygocentrus nattereri

A piranha-vermelha é um dos peixes mais conhecidos da Amazônia, famosa por sua voracidade e dentes afiados. Mede, em média, 25 a 30 cm de comprimento, mas pode atingir até 50 cm. Possui corpo prateado com tons avermelhados na parte inferior, principalmente na barriga e nadadeiras. Vive em rios, lagos e áreas alagadas, preferindo águas turvas e calmas. Apesar da fama de predadora feroz, a piranha-vermelha é um animal oportunista, alimentando-se de peixes, crustáceos e até carniça. Costuma viver em cardumes, estratégia que proporciona maior segurança contra predadores. No folclore amazônico, é frequentemente associada a histórias assustadoras, mas seu papel no ecossistema é fundamental para manter o equilíbrio das populações aquáticas.

 

Peixe-boi-da-Amazônia
Peixe-boi-da-Amazônia

📷 Foto: Wikipédia, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Peixe-boi-da-Amazônia

Nome científico: Trichechus inunguis

O peixe-boi-da-Amazônia é o único mamífero aquático exclusivamente de água doce, habitando os rios e lagos da bacia amazônica. Pode atingir até 2,5 metros de comprimento e pesar mais de 400 kg. Seu corpo é robusto e arredondado, com pele espessa e coloração que varia entre o cinza e o marrom. Herbívoro, alimenta-se de plantas aquáticas e consome grandes quantidades de vegetação diariamente. De temperamento dócil e comportamento tranquilo, passa a maior parte do tempo se deslocando lentamente ou descansando sob a água. Infelizmente, está ameaçado de extinção devido à caça e à destruição de seu habitat. No folclore amazônico, o peixe-boi é frequentemente associado a lendas sobre seres encantados que protegem os rios.

 

Macaco-aranha
Macaco-aranha

📷 Foto: Wikipédia por Ana_Cotta, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Macaco-aranha

Nome científico: Ateles spp.

O macaco-aranha é um primata ágil e de longos membros, encontrado nas florestas tropicais da Amazônia. Seu nome vem da aparência esguia e dos braços e pernas longos, que lhe permitem se deslocar com grande destreza pelas copas das árvores. Possui uma cauda preênsil extremamente forte, usada como um quinto membro para se agarrar aos galhos. Dependendo da espécie, sua pelagem pode variar entre preto, marrom e dourado. Alimenta-se principalmente de frutas, folhas e sementes, desempenhando um papel essencial na dispersão de sementes na floresta. Vive em grupos sociais e se comunica por meio de vocalizações variadas. Infelizmente, está ameaçado pela caça e pelo desmatamento.

 



 

Uacari-branco
Uacari-branco

📷 Foto: Wikipédia por Thiago Bicudo, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Uacari-branco

Nome científico: Cacajao calvus

O uacari-branco é um primata amazônico facilmente reconhecido por sua pelagem clara e rosto vermelho intenso, sem pelos. Vive nas florestas alagadas da Amazônia, especialmente em áreas de várzea e igapós. Seu corpo compacto e cauda curta contrastam com outros macacos arborícolas, mas suas poderosas pernas permitem saltos ágeis entre os galhos. Alimenta-se principalmente de frutas, sementes e pequenos invertebrados. O tom avermelhado do rosto é um indicativo de saúde, pois está relacionado à boa circulação sanguínea. Vive em grupos sociais e tem comportamento cooperativo. A destruição do habitat e a caça tornaram a espécie vulnerável. No folclore amazônico, o uacari-branco é visto como um guardião das florestas e símbolo de resistência da fauna amazônica.

 

Gavião-real
Gavião-real

📷 Foto: Wikipédia por Jiang Chunsheng, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Gavião-real

Nome científico: Harpia harpyja

O gavião-real, também conhecido como harpia, é a maior e mais poderosa ave de rapina das Américas. Pode atingir até 1 metro de altura, com envergadura superior a 2 metros e garras que rivalizam em tamanho com as de um urso. Habita as densas florestas tropicais da Amazônia e outras regiões da América do Sul. Seu bico forte e suas garras afiadas permitem capturar presas de grande porte, como macacos, bichos-preguiça e até tatus. Possui plumagem cinza e preta, uma imponente crista erétil e olhos penetrantes. Apesar de sua força, é uma espécie vulnerável devido ao desmatamento e à caça. No folclore amazônico, é considerado um símbolo de poder e majestade, sendo associado a espíritos protetores da floresta.

 

Papagaio-verdadeiro
Papagaio-verdadeiro

📷 Foto: Wikipédia por Charles J. Sharp, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Papagaio-verdadeiro

 



 

Nome científico: Amazona aestiva

O papagaio-verdadeiro é uma das aves mais conhecidas do Brasil, famoso por sua inteligência e habilidade de imitar sons e palavras. Mede cerca de 35 cm de comprimento e possui plumagem verde vibrante, com detalhes em amarelo na cabeça e azul na região ao redor dos olhos. Habita florestas, cerrados e matas ciliares, sendo encontrado em diversas regiões, incluindo a Amazônia. Alimenta-se de frutas, sementes e flores, desempenhando um papel importante na dispersão de sementes. Vive em grupos e forma casais para toda a vida. Infelizmente, é uma das espécies mais traficadas do Brasil devido ao seu valor como animal de estimação.

 

Preguiça-de-três-dedos
Preguiça-de-três-dedos

📷 Foto: Wikipédia por Francesco Veronesi, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Preguiça-de-três-dedos

Nome científico: Bradypus tridactylus

A preguiça-de-três-dedos é um mamífero arborícola encontrado nas florestas tropicais da Amazônia. Seu corpo compacto e peludo, com uma coloração que varia do cinza ao marrom, permite que ela se camufle bem entre os galhos. Como o nome sugere, a preguiça possui três dedos em cada pata, adaptados para se agarrar firmemente aos troncos das árvores. Ela se movimenta muito lentamente, devido ao seu metabolismo de baixo consumo energético, alimentando-se principalmente de folhas e brotos, o que contribui para seu comportamento tranquilo e de baixa atividade. Passa a maior parte do tempo pendurada de cabeça para baixo, o que ajuda na proteção contra predadores. Apesar de seu ritmo calmo, a preguiça-de-três-dedos é um dos animais mais icônicos da fauna amazônica. Ela enfrenta ameaças de desmatamento e perda de habitat.

 

Tatu-canastra
Tatu-canastra

📷 Foto: Freepik.

Tatu-canastra

Nome científico: Priodontes maximus

O tatu-canastra é o maior tatu do mundo, podendo alcançar até 1 metro de comprimento e pesar mais de 50 kg. Encontrado nas florestas tropicais e cerrados da Amazônia e do Pantanal, essa espécie é caracterizada por seu grande tamanho e pela carapaça dura, composta por placas de queratina que a protegem contra predadores. Seu corpo é coberto por pelos curtos e sua cauda é longa, com uma fina camada de escamas. Alimenta-se principalmente de insetos, raízes e frutas, e é um animal solitário e noturno. O tatu-canastra possui uma habilidade notável de escavar grandes buracos, utilizando suas fortes garras para cavar. Apesar de sua robustez, está ameaçado pela caça e pela destruição de seu habitat.

 

Araçaci
Araçaci

📷 Foto: Wikipédia por Adalberto Hernandez Vega, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Araçaci

Nome científico: Pteroglossus spp.

O araçari é uma ave da família dos tucanos, encontrada em florestas tropicais da América Central e do Sul, incluindo a Amazônia e a Mata Atlântica. Mede entre 30 e 45 cm de comprimento, dependendo da espécie, e possui um bico longo e curvado, geralmente colorido, que auxilia na alimentação. Sua plumagem é vibrante, com combinações de preto, amarelo, vermelho e verde.
Vivem em grupos e são conhecidas por seu comportamento sociável e vocalizações chamativas. Os araçaris constroem ninhos em cavidades de árvores e costumam reutilizar buracos escavados por pica-paus. Apesar de algumas espécies sofrerem com a perda de habitat, os araçaris ainda são comuns em muitas regiões florestais, desempenhando um papel essencial na dispersão de sementes.

 



 

Sagui
Sagui

📷 Foto: Freepik.

Sagui

Nome científico: Callithrix spp.

Os saguis são pequenos primatas encontrados nas florestas tropicais e cerrados da Amazônia e outras regiões do Brasil. Com cerca de 20 a 30 cm de comprimento, são caracterizados por suas caudas longas e peludas, além de sua pelagem que pode variar entre tons de cinza, branco e marrom. Os saguis possuem características sociais fortes, vivendo em grupos familiares onde há uma divisão de tarefas, como cuidar dos filhotes e procurar alimentos. Sua dieta é composta principalmente por frutas, insetos e pequenos vertebrados. São conhecidos por sua agilidade e por se movimentarem rapidamente nas árvores. Embora tenham uma grande habilidade para escalar e saltar, os saguis são vulneráveis devido à destruição de seu habitat natural e à captura para o tráfico de animais.

 

Uirapuru
Uirapuru

📷 Foto: Wikipédia por Feroze Omardeen, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Uirapuru

Nome científico: Hypocnemis cantator

O uirapuru é uma das aves mais emblemáticas da Amazônia, famoso por seu canto melodioso e encantador, considerado um dos mais belos da fauna brasileira. Com cerca de 15 cm de comprimento, o uirapuru possui plumagem discreta, predominantemente marrom e cinza, o que o torna difícil de ser avistado nas densas florestas. Seu canto, que ecoa principalmente durante a madrugada, é composto por uma série de notas complexas e harmoniosas, sendo associado à beleza e à mística da região. Acredita-se que o uirapuru seja um símbolo de boa sorte e prosperidade, e ele ocupa um lugar importante no folclore amazônico, sendo considerado um espírito que traz harmonia e equilíbrio à natureza. Sua presença é tão valorizada que, para muitos, ouvir seu canto é um sinal de conexão com os elementos da floresta. Contudo, a destruição de seu habitat e a caça para captura da ave são ameaças à sua sobrevivência.

 

Urubu-rei
Urubu-rei

📷 Foto: Wikipédia por Anthony Batista, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Urubu-rei

Nome científico: Sarcoramphus papa

O urubu-rei é uma ave de rapina encontrada nas florestas tropicais da América Central e do Sul, incluindo a Amazônia. Com cerca de 70 cm de comprimento, essa espécie se distingue por sua impressionante aparência, com uma cabeça nua e colorida, apresentando tons de vermelho, amarelo e laranja, e uma crista que lhe confere um visual majestoso. Sua plumagem é predominantemente preta, com algumas penas brancas nas asas. O urubu-rei é um carnívoro que se alimenta principalmente de carniça, mas é mais seletivo em comparação com outras aves de rapina, preferindo carcaças frescas e de animais maiores. Apesar de sua aparência um tanto ameaçadora, o urubu-rei é uma ave fundamental para o equilíbrio ecológico, atuando como um importante decompositor no ecossistema. No folclore, ele é visto como uma criatura que governa os céus, sendo associado ao ciclo da vida e à morte, frequentemente ligado à pureza e à renovação da natureza.

 



 

Cobra Coral
Cobra Coral

📷 Foto: Wikipédia por Frank Deschandol, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Cobra-coral

Nome científico: Micrurus spp.

As cobras corais são uma família de serpentes venenosas que habitam as florestas tropicais da Amazônia e outras regiões da América do Sul. Elas são pequenas e de cores vibrantes, geralmente apresentando padrões de faixas vermelhas, amarelas e pretas ao longo de seus corpos, o que serve como advertência para predadores devido à sua toxicidade. As cobras corais são fossoriais, ou seja, passam grande parte do tempo enterradas ou em tocas, e se alimentam principalmente de outros répteis, como lagartos e ovos. O veneno da cobra coral é neurotóxico, afetando o sistema nervoso das presas e podendo ser fatal para os humanos se não houver antídoto rápido. Contudo, ataques a seres humanos são raros, já que a cobra coral tende a ser bastante reclusa. No folclore brasileiro, as cobras corais são muitas vezes associadas à sabedoria e ao mistério das florestas. Embora temidas por sua letalidade, elas desempenham um papel vital no controle das populações de outros animais no ecossistema.

 

Jiboia-verde
Jiboia-verde

📷 Foto: Wikipédia por Σ64, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Jiboia-verde

Nome científico: Corallus caninus

A jiboia-verde é uma serpente arborícola encontrada nas florestas tropicais da Amazônia e em outras regiões úmidas da América do Sul. Com cerca de 1,8 a 2,5 metros de comprimento, essa serpente se destaca por sua coloração verde vibrante, com pequenas manchas brancas, o que a ajuda a se camuflar entre as folhas das árvores. Diferente das serpentes venenosas, a Corallus caninus captura suas presas por constrição, enrolando-se ao redor de pequenos mamíferos, aves e lagartos até sufocá-los. Possui uma cabeça triangular bem definida e dentes longos e afiados, adaptados para segurar presas escorregadias. Durante o dia, costuma ficar enrolada nos galhos em uma posição característica, com a cabeça repousando no meio do corpo. De hábitos noturnos, é uma excelente caçadora, utilizando poços sensores térmicos para detectar o calor das presas no escuro. Apesar de sua aparência intimidadora, não representa perigo para os humanos.

 

Aranha-Armadeira
Aranha-Armadeira

📷 Foto: Wikipédia por Dick Culbert, licenciada sob CC BY-SA 4.0.

Aranha-Armadeira

Nome científico: Phoneutria spp.

A aranha-armadeira é um dos aracnídeos mais temidos do Brasil e de outras regiões tropicais da América do Sul. Conhecida por seu comportamento agressivo e veneno potente, essa aranha pode medir até 15 cm de envergadura, com um corpo robusto e coloração que varia entre marrom e acinzentado. Seu nome popular vem do hábito de levantar as patas dianteiras em posição de ataque quando se sente ameaçada. De hábitos noturnos, a aranha-armadeira não constrói teias para capturar presas, preferindo caçar ativamente insetos, pequenos anfíbios e até roedores.  Sua picada pode causar intensa dor, suor excessivo, taquicardia e, em casos raros, complicações graves. Apesar disso, seu veneno também tem sido estudado para possíveis aplicações medicinais.

 



 

Ameaças e Preservação da Vida Selvagem

O desmatamento, o tráfico de animais e as mudanças climáticas são os principais desafios enfrentados pela fauna amazônica. A conservação dessas espécies é fundamental para manter o equilíbrio do ecossistema.

 

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Alex Sandro

Alex Sandro

Publicitário formado pela FURB e autor de Mega Interessante. blogueiro desde os 13 anos. Amante do cinema, geek e rock n' roll.

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